História

Paraty fica no litoral do Rio de Janeiro, a 245 km da cidade do Rio de Janeiro e 310 km de São Paulo. É uma das mais bonitas e preservadas cidades do período colonial brasileiro. O nome vem de um peixe abundante na região, o paratii.

A vila foi fundada em 1667, mas já fazia parte da vida da colônia, como povoado, desde os primeiros anos do século 16.

Em 1554, o alemão Hans Staden, em suas andanças, já mencionava Paraty. Em 1556, o Padre Anchieta passou pela região, a caminho das aldeias de Iperoig (Ubatuba) e Araribá (Angra dos Reis), para tentar um acordo de paz entre os portugueses e os índios tamoios (ou tupinambás).

Em 1596, uma expedição comandada por Martim de Sá, com 2 mil índios e 700 europeus, passou por Paraty com destino ao interior do país.

Até 1667, quando o rei Dom Affonso VI transformou o povoado em vila, Paraty pertencia ao município de Angra dos Reis.

Em 1702, o governador do Estado do Rio de Janeiro tornou obrigatório o uso do porto de Paraty para escoamento do ouro vindo das “minas gerais”, que chegava à cidade via o Caminho do Ouro, uma estrada de 1200 km cujas origens remontam a uma velha trilha aberta pelos índios e ampliada pelos portugueses em 1660.

Paraty foi, até meados do século 19, um importante porto, aonde chegavam também escravos e por onde era escoada a produção de café. Mas a inauguração de uma ferrovia, em 1864, condenou a cidade à decadência econômica.

Por muitos anos, Paraty viveu como uma verdadeira cidade-fantasma. Curiosamente, foi esse “esquecimento” que manteve a arquitetura colonial da cidade tão bem preservada.

Foi só em 1954, com a inauguração da estrada Paraty-Cunha, que a cidade começou a se tornar um pólo turístico.

Em 1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). E o movimento turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR 101) em 1973.